Desafios e soluções para uma colheita de sucesso

A colheita é o auge da produção de soja, afinal, é neste momento em que se obtém o resultado de muita dedicação, manejo, investimento e tecnologia para o sucesso da safra.

É por isso que a operação merece o máximo de atenção do produtor. Do planejamento climático à regulagem do maquinário, todos os detalhes podem fazer a diferença na qualidade dos grãos e rentabilidade da lavoura.

Neste artigo, reunimos alguns dos principais desafios que envolvem o processo da colheita, trazendo a solução para pontos-chave de uma operação bem feita e bem-sucedida! Confira:

Umidade ideal 

Desafio

Colher a soja no momento errado pode provocar perdas por grãos partidos, maior umidade no armazenamento e a redução da qualidade do produto, o que consequentemente pode prejudicar a sua comercialização.

Solução

A Embrapa recomenda que a colheita seja realizada com a umidade dos grãos de soja entre 13% e 15%, permitindo o melhor desempenho do maquinário e reduzindo os riscos de danos mecânicos. 

Por isso, monitorar a umidade dos grãos nos dias que antecedem a colheita e durante a operação é fundamental, bem como planejar a sua realização considerando as condições climáticas favoráveis (sem chuvas).

Dessecação pré-colheita

Desafio

A maturação irregular das plantas de soja torna a colheita mais lenta, podendo provocar perdas na plataforma e comprometer a regulagem do maquinário.

Solução

A dessecação pré-colheita é um processo que visa uniformizar a maturação das plantas, reduzindo a variação de umidade dos grãos e, portanto, tornando a colheita muito mais eficiente.

É interessante lembrar que a colheita de plantas imaturas dificulta o corte rente ao solo, aumentando as perdas por vagens não recolhidas ou debulha irregular. Já as plantas que passaram do tempo recomendado para a colheita podem sofrer a debulha natural, além de ficarem mais suscetíveis ao ataque de fungos.

Maquinário regulado

Desafio

A regulagem incorreta da colheitadeira pode comprometer a eficiência de toda a operação, aumentando os riscos de perdas e danos aos grãos.

Solução

Mais do que ajustar o maquinário antes para começar a operação, é fundamental seguir uma rotina de manutenção preventiva da colheitadeira. Isto é, um ciclo de cuidados durante toda a safra para evitar problemas futuros — especialmente no momento da colheita. 

Nesse sentido, é também de extrema importância considerar as condições ambientais da área produtiva, a fim de regular a máquina de acordo com o solo, umidade e demais especificidades.

Por fim, mas não menos importante, a Embrapa recomenda que a velocidade de deslocamento da colheitadeira deve ser de 4,0 km/h a 6,5 km/h. O condutor deve ficar atento!

Solo e topografia

Desafio

Desníveis, sulcos e irregularidades no terreno podem comprometer a operação da colheitadeira, afetando a eficiência da colheita e podendo causar danos aos grãos.

Solução

Assim como o maquinário precisa ser regulado, o solo e as rotas utilizadas pela colheitadeira devem passar por manutenção periódica e, mais enfaticamente, antes da colheita ser iniciada.

De acordo com a realidade de cada área produtiva, ajustes específicos no maquinário podem ser realizados para se adaptar à topografia. Realize essa preparação o mais cedo que puder!

Controle de perdas

Desafio

Reduzir ao máximo as perdas durante o processo de colheita, considerando todos os fatores listados anteriormente.

Solução

Além de seguir as boas práticas deste artigo, é de extrema importância calcular e acompanhar, safra a safra, o volume de perdas. 

Segundo a Embrapa, são consideradas aceitáveis as perdas de até 60 kg/ha (em média, 1 saca por hectare). Porém, mesmo dentro desse limite, vale sempre a pena investigar as suas origens.

Através desse controle ao longo dos ciclos, é possível identificar os principais desafios daquela área produtiva, as orientações de manejo adequadas e, assim, reduzir ao máximo o índice aceitável de perdas.

A origem de uma safra de sucesso

Uma safra bem-sucedida começa pela escolha da semente certa. 

Não se esqueça: o uso de cultivares certificadas, com atributos que atendem às necessidades de cada região, é crucial para o rendimento das lavouras de soja! 

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